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A calvície e a família da mãe

Gente, Natureza

393382 5670 A calvície e a família da mãe

A culpa é da sua mãe, mas seu pai é cúmplice

Com a calvície espalhada por todos os lados da minha família, fica difícil saber a origem do problema que começa a afetar a mim e a outros parentes da mesma geração. De qualquer forma, sempre fiquei intrigado com a afirmação de que a queda de cabelas era uma herança genética da família materna.

Para saber se isso é verdade, vamos aos fatos e à pesquisa:

A cobertura capilar diminui pela ação de uma substância chamada DHT, que se forma a partir do hormônio testosterona. É certo que essa química interna é determinada pelo DNA da pessoa. Um dos gatilhos está no cromossomo X, que o homem herda da mãe (já que o pai participa com o Y).

Por outro lado, cientistas descobriram recentemente que o cromossomo 20 também carrega comandos genéticos que desencadeiam uma maior produção de DHT. E desse tal cromossomo 20 nós temos duas cópias, uma herdada da mãe e outra do pai. Abre-se portanto a possibilidade de que os genes herdados da mãe não sejam os únicos responsáveis pela calvície.

Os cientistas alertam que a descoberta não implica, no momento, em uma cura da calvície masculina, mas oferece excelente possibilidade no futuro.

Existe uma pesquisa feita nos EUA, em 2004, que dá uma resposta bem clara para essa questão da hereditariedade. Ela foi realizada pelo departamento de epidemiologia da indústria farmacêutica Merck, e diz o seguinte:

Nossos resultados sugerem que a probabilidade de queda de cabelo nos homens depende do histórico familiar e da idade. A calvície do pai de um determinado homem também tem um papel importante ao aumentar o risco de queda de cabelo deste indivíduo, seja em conjunção com um histórico de perda de cabelo da mãe ou a queda de cabelo do avô materno.

Em resumo: se você é careca a responsabilidade é dos genes da sua mãe ou do seu avô materno. Mas a calvície do seu pai também tem culpa no cartório.

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Nunca ouvi falar de zorrilho

Natureza

Seguíamos de carro, a pequena e eu, por uma estrada rumo ao interior, numa tarde ensolarada de domingo. De repente, um cheiro estranho envolve o ambiente. Não, eu não fiz nada. Muito menos ela, claro! O cheiro vinha de fora, do capim à beira da rodovia.

“Viu? É o cheiro de zorrilho”, disse minha namorada.

Nunca ouvi falar de zorrilho em minha vida. Ou melhor… Nunca tinha ouvido falar de um bicho desses até pouco tempo atrás. A patroa insistia que determinado odor desagradável, sentido ao ar livre, era provocado por esse tal bicho.

O teimoso aqui achou que era lenda. Como a nhonha que se “caça” nos retiros da igreja (este um assunto para outro post, com certeza). Fui pesquisar, claro. E tenho que dar o braço a torcer: esse tal zorrilho existe mesmo.

zorrilho Nunca ouvi falar de zorrilho

Olha o zorrilho aí!

Resumindo: trata-se de um gambá. O nome científico é Conepatus chinga. Pode ser também chamado de jaritataca ou canganbá (embora algumas fontes digam que estas já seriam espécies diferentes).

E o cheiro? Hummm… O zorrilho tem uma poderosa glândula anal que produz um líquido fedorento, usado para defesa.

Zorrillo também é uma palavra em espanhol que signigica… zorrilho! Também é sinônimo para gambá, ou para pessoa malcheirosa ou ainda, no Chile, para veículo policial capaz de lançar gás lacrimongêneo.

El Zorrillo também é o nome de inúmeras cidadezinhas no México.

Em resumo: todo mundo conhece zorrilho, menos eu.

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