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	<title>bonato.cc &#187; Mundo</title>
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	<description>Pesquisas e curiosidades da internet, por Gustavo Bonato</description>
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		<title>Assentos mais perigosos em um ônibus</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 04:49:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estatística revela quais são poltronas mais perigosas num ônibus. Quais são os assentos mais seguros. Acidentes de ônibus. Segurança e estradas brasileiras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Post atualizado em 07 de novembro</em></p>
<div id="attachment_250" class="wp-caption aligncenter" style="width: 540px"><a href="http://viveravida.globo.com"><img class="size-full wp-image-250" title="acidente-luciana-viver-a-vida" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/10/acidente-luciana-viver-a-vida.jpg" alt="Modelo fica tetraplégica em acidente de ônibus na novela Viver a Vida" width="530" height="294" /></a><p class="wp-caption-text">Modelo fica tetraplégica em acidente de ônibus na novela Viver a Vida</p></div>
<p>Quem viu o acidente de ônibus na novela Viver a Vida, da Rede Globo,<a title="Acidente com ônibus deixa Luciana tetraplégica" href="http://viveravida.globo.com/Novela/Viveravida/Capitulos/0,,AA1705969-17523,00.html" target="_blank"> na última quinta-feira</a> ficou impressionado com o realismo da cena. O veículo capota no meio do deserto na Jordânia e a modelo Luciana, interpretada por Alinne Moraes, termina tetraplégica.</p>
<p>Aposto que muita gente ficou se questionando sobre os riscos de viajar de ônibus. Afinal:<strong> que poltrona escolher, para aumentar as chances de sobrevivência num acidente?</strong></p>
<div id="attachment_235" class="wp-caption aligncenter" style="width: 540px"><img class="size-full wp-image-235" style="margin-bottom: 6px;" title="bus-accident" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/10/bus-accident.jpg" alt="bus accident Assentos mais perigosos em um ônibus" width="530" height="353" /><p class="wp-caption-text">Indianos curiosos cercam ônibus acidentado</p></div>
<p style="text-align: left;">Você viaja de ônibus, não viaja? Todo mundo viaja. Eu o faço com frequência. Na hora de comprar a passagem sempre penso: em caso de acidente, qual será a poltrona onde eu corro menos risco?</p>
<p>Eu descobri e vou contar. Mas antes é preciso explicar algumas coisas.</p>
<p>A primeira (até meio óbvia) é que acidente de ônibus não tem nada a ver com avião. Estatísticas mostram que é perfeitamente possível sobreviver à maioria dos acidentes de ônibus. Num desastre aéreo, chances só existem em caso de a aeronave pegar fogo em solo (ou num pouso forçado). Caso você esteja interessado, saiba que os assentos mais seguros <strong>em um avião</strong> são os &#8220;do corredor, na parte dianteira, nas cinco fileiras mais próximas de uma saída de emergência&#8221;. O estudo foi feito por uma universidade britânica e está <a title="Estudo mostra assentos mais seguros em um avião em chamas" href="http://www.timesonline.co.uk/tol/news/science/article4214998.ece" target="_blank">publicado no Times Online</a>. O resultado tem a ver com o comportamento desesperado e o fluxo das pessoas no caso de uma evacuação.</p>
<p>Mas nós viemos aqui para falar de ônibus, e não de aviões!</p>
<p>Encontrei um artigo muito interessante <em>(<a title="Compartimentalização nos ônibus" href="http://busmag.com/PDF/Compart.pdf" target="_blank">em PDF</a>)</em>, publicado pela revista <a title="National Bus Trader magazine" href="http://busmag.com/" target="_blank">National Bus Trader</a>, nos EUA. Ele explica dois itens de segurança nos ônibus de longo curso (ignorando os bagunçados e abarrotados ônibus urbanos):</p>
<ul>
<li><strong>Compartimentalização:</strong> pelas pesquisas feitas por empresas de segurança, o mais importante para garantir a vida dos passageiros é essa tal de compartimentalização. A ideia é garantir que a pessoa esteja automaticamente dentro de uma &#8220;célula de sobrevivência&#8221; ao sentar-se. Ônibus com encostos altos, tetos rebaixados e com braços nas poltronas garantem que ninguém seja arremessado para a frente ou para o fundo do ônibus em caso de colisão. O artigo comemora que os padrões das indústrias já se aproximam bastante do ideal. Apesar disso, é preciso estar atento para a forração traseira de cada poltrona. Ela precisa ser bem acolchoada para absorver o impacto dos joelhos e do rosto do viajante que senta atrás.
<div id="attachment_236" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><img class="size-full wp-image-236" title="banco" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/10/banco.jpg" alt="Cinto de 3 pontas: o ideal" width="150" height="177" /><p class="wp-caption-text">Cinto de 3 pontas: o ideal</p></div>
<p>A vantagem da compartimentalização como medida de segurança é que ela existe por si só e não depende de uma ação do usuário, como afivelar o cinto.</li>
<li><strong>Cinto de segurança:</strong> um cinto de duas pontas &#8211; o único tipo que eu vejo nos ônibus brasileiros &#8211; tem utilidade questionável. Em caso de colisão, ele serve como uma espécie de alavanca, prendendo a cintura do passageiro, permitindo que a cabeça se choque com velocidade ainda maior na poltrona da frente. No caso de uma capotagem, vidros laminados e resistentes seriam muito mais eficientes para garantir que ninguém fosse jogado para fora.</li>
</ul>
<p>Pesquisas mostram que 60 a 70% dos acidentes de ônibus são colisões frontais.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Um fato frequentemente negligenciado é o de que ônibus são &#8211; na maioria das vezes &#8211; mais pesados que outros veículos numa estrada, exceto por caminhões pesados. Ônibus intermunicipais geralmente tem 10 vezes a massa de um automóvel. Além disso, as forças em uma colisão refletem a velocidade dos veículos envolvidos. Portanto, um ônibus de 18 toneladas vai destruir um carro de 1,8 tonelada. Essas diferenças fazem com que ônibus tenham índice de segurança extremamente superior ao dos automóveis.&#8221;</em></p></blockquote>
<p>Procurei dados nas páginas da <a href="http://www.antt.gov.br/" target="_blank">ANTT</a>, da <a href="http://www.cnt.org.br/" target="_blank">CNT</a>, de universidades e não encontrei nenhuma estatística brasileira sobre os assentos mais seguros e os mais perigosos em um ônibus. <em>(Será que eu deveria me admirar por essa ausência de pesquisas?)</em></p>
<p>A imprensa também não costuma prestar atenção a esse detalhe na hora de relatar acidentes com ônibus. Fica difícil fazer qualquer projeção usando como base sites de notícias.</p>
<p>Foi num relatório europeu que encontrei a resposta para minha pergunta. O estudo foi apresentado em <a href="http://www.unece.org/trans/main/wp29/wp29wgs/wp29grsg/grsginf86.html" target="_blank">uma reunião da Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa</a>, entre as discussões sobre normas de segurança em veículos.</p>
<p>Os autores fizeram uma <a href="http://www.unece.org/trans/doc/2004/wp29grsg/TRANS-WP29-GRSG-86-inf11e.doc" target="_blank">compilação de estatísticas em países como Alemanha, Espanha e Hungria</a>. Como sorte, casualidade e tragédia não respeitam fronteiras, acredito que os dados podem ser levados em conta quando você estiver ali no guichê da rodoviária, comprando aquela passagem para visitar a avó que mora em Teófilo Otoni.</p>
<ul>
<li>Colisões frontais severas (com veículos pesados e objetos) correspondem a apenas 6 a 18% dos acidentes</li>
<li>Capotagem são apenas 3 a 8% dos acidentes com vítimas</li>
<li>Em 72% das colisões, o motorista do ônibus morre ou fica ferido</li>
</ul>
<p>E agora o mais interessante: um estudo feito com a análise de sete acidentes ocorridos em rodovias espanholas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-231" title="onibus" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/10/onibus.png" alt="onibus Assentos mais perigosos em um ônibus" width="530" height="124" /></p>
<p>As poltronas que tem risco extra em caso de colisão frontal são, em ordem crescente:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>A &#8211; assentos atrás das escadas (sem assentos à frente)<br />
B &#8211; assentos na primeira fileira<br />
C &#8211; acompanhante do motorista<br />
D &#8211; motorista</em></p>
<p>Numa escala de  1 a 4, as<strong> poltronas A, B2 e B3</strong> tem <strong>risco 1</strong>. Não oferecem retenção, no caso de o passageiro ser arremessado para frente.</p>
<p><strong>Poltronas </strong><strong>B1 e B4</strong> têm <strong>risco 2</strong>. Estão numa região que pode ser atingida mais facilmente por afundamentos dos cantos da carroceria do ônibus.</p>
<p><strong>Poltrona C</strong>, do acompanhante do motorista é de <strong>risco 3</strong>. Assim como em B1 e B4, o passageiro está dentro da &#8220;zona de deformação direta&#8221; e ainda pode ser ejetado para fora do veículo, através do vidro dianteiro.</p>
<p><strong>Poltrona D</strong>, do motorista, tem risco 4, <strong>risco máximo</strong>. Além das possibilidades às quais está exposta a poltrona C, <span style="text-decoration: underline;">o lado esquerdo do veículo está mais sujeito às colisões que o lado direito</span>.</p>
<p>Depois de tantas leituras, minha conclusão é a seguinte:</p>
<ul>
<li><strong>Nunca aceite um emprego de motorista de ônibus</strong></li>
<li><strong>Não viaje junto com o motorista, nem perto dele<br />
</strong></li>
<li><strong>Não afivele o cinto, se for de duas pontas<br />
</strong></li>
<li><strong>Peça uma poltrona a partir do número 27</strong></li>
<li><strong>Peça uma poltrona na parte direita do ônibus</strong></li>
</ul>
<p>Os assentos que correspondem a todos os critérios acima são:</p>
<h2 style="text-align: center;"><strong>27-28, 31-32, 35-36, 39-40, 43-44, 47-48</strong></h2>
]]></content:encoded>
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		<title>Guindastes e arranha-céus de Dubai</title>
		<link>http://www.bonato.cc/2009/guindastes-dubai/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 00:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Tadeu Schmidt]]></category>
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		<description><![CDATA[Guindastes e arranha-céus de Dubai. É falsa a afirmação de que 25% dos guindastes do mundo estão em Dubai. Burj Dubai, prédio mais alto do mundo. Não queremos competir com o Detetive Virtual do Fantástico, de Tadeu Schmidt.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_166" class="wp-caption alignleft" style="width: 540px"><img class="size-full wp-image-166" title="cranes" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/04/cranes.jpg" alt="Alguns dos cerca de 1000 guindastes de Dubai" width="530" height="195" /><p class="wp-caption-text">Alguns dos cerca de 1000 guindastes de Dubai</p></div>
<p>O colega Cristiano Dalcin <strong><a href="http://cd-foradoar.blogspot.com/2009/04/chamem-o-tadeu-schmidt.html" target="_blank">escreveu um post</a></strong> em que convocou a assessoria investigativa do Tadeu Schmidt, com seu quadro <a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,JOR227-15607,00.html" target="_blank">Detetive Virtual</a>, do Fantástico.</p>
<p>Dei um tempo para o Schmidt aparecer, mas pelo jeito ele não se interessou pelos questionamentos sobre as fotos dos arranha-céus de Dubai, nos Emirados Árabes. Este blog não tem a intenção de competir com o Fantástico, até porque a ideia deles nem é tão nova assim (vide <a href="http://www.hoax-slayer.com/" target="_blank">Hoax Slayer</a>) e também porque o Tadeu tem equipe e pode consultar especialistas fora pessoalmente. Aqui neste blog não há equipe e <a href="http://www.bonato.cc/sobre/" target="_blank">não há pesquisa fora dos meios virtuais</a>. De qualquer forma, tomei a questão do Dalcin e resolvi elucidá-la. Vamos ao trabalho.</p>
<p>Dubai realmente é um grande canteiro de obras. São prédios imensos, feitos para impressionar. Mesmo assim <strong>é impossível afirmar que 25% dos guindastes do mundo estejam nesta cidade</strong>. O <a href="http://blogs.wsj.com/numbersguy/dubais-rampant-crane-inflation-341/" target="_blank">especialista em números do Wall Street Journal</a> foi investigar essa mesma questão. Carl Bialik ficou intrigado com o fato de que a tal afirmação está sendo tão difundida na mídia (com percentuais que variam de 15% a 50%).</p>
<p>É mais um caso de incorreções que, repetidas incontáveis vezes, acabam sendo dadas como verdades. O jornalista consultou diversas fontes, inclusive o diretor de uma fornecedora de guindastes que atende o Oriente Médio e levantou alguns pontos interessantes:</p>
<ul>
<li>A maioria dos artigos fala da operação dos &#8220;<a href="http://science.howstuffworks.com/tower-crane1.htm" target="_blank">guindastes de torres</a>&#8221; em Dubai, que segundo o empresário poderia ficar em torno de 800 a 1000 equipamentos instalados.</li>
<li>Ninguém sabe quantos desses guindastes existem no mundo. Pode haver 100.000 ou até 150.000. Portanto, Dubai não poderia ter mais do que 1% dos guindastes do planeta.</li>
<li>Por outro lado, ao delimitar as estatísticas aos guidastes <span style="text-decoration: underline;">gigantes</span>, necessários para os arranha-céus, pode-se sim chegar a um cálculo de 15% a 25% para Dubai.</li>
</ul>
<p>Como eu escrevi antes, <strong>qualquer projeção não passa de chute</strong>. A revista <a href="http://www.cranestodaymagazine.com/" target="_blank">Cranes Today</a>, especializada no setor de guindastes, lembra que mesmo que existam 1000 guindastes de torres em operação em Dubai isso ainda não chega nem perto dos 1500 instalados no Reino Unido. Ah, e sem falar nos que operam no vasto território dos EUA, ou ainda na China, onde não há poucos números oficiais sobre a intensa indústria da construção civil.</p>
<p>Um executivo da empresa <a href="http://www.liebherr.com/lh/en/default_lh.asp" target="_blank">Liebherr</a>, uma das maiores do ramo de maquinário para construção, disse à <a href="http://enr.construction.com/people/blogs/hampton/061115.asp" target="_blank">ENR</a> (publicação especializada em engenharia), que <strong>a estatística é mito</strong> e não passa de uma jogada de marketing promovida por Dubai.</p>
<p>Rechaçada a afirmativa de que Dubai tem um quarto dos guindastes do planeta, vamos às fotos.</p>
<div id="attachment_158" class="wp-caption aligncenter" style="width: 323px"><a href="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/04/dub1.jpg"><img class="size-medium wp-image-158" title="Burj Dubai" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/04/dub1-313x470.jpg" alt="dub1 313x470 Guindastes e arranha céus de Dubai" width="313" height="470" /></a><p class="wp-caption-text">Burj Dubai é uma realidade. Não é obra de Photoshop!</p></div>
<p>Esta primeira é do <a href="http://www.burjdubaiskyscraper.com/index.html" target="_blank">Burj Dubai</a>, edifício que está em fase final de construção e terá 818 metros de altura. Será a estrutura mais alta do planeta. Para quem duvidar da existência dele, há <a href="http://www.youtube.com/watch?v=BzEDmChAHJM" target="_blank">incontáveis vídeos no Youtube</a> mostrando a obra (que também <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=burj+dubai&amp;sll=-30.027704,-51.228735&amp;sspn=0.563573,0.884399&amp;ie=UTF8&amp;ll=25.197258,55.274121&amp;spn=0.002301,0.005493&amp;t=h&amp;z=18" target="_blank">aparece nas fotos de satélite do Google Maps</a>). Se a foto que o Dalcin recebeu é de verdade ou não, difícil dizer. Mas tudo indica que sim. Ela <a href="http://www.burjdubaiskyscraper.com/photos.html" target="_blank">foi retirada do site oficial do projeto</a>. Por que alguém iria forjar a imagem de algo que existe e pode ser facilmente fotografado?</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_159" class="wp-caption aligncenter" style="width: 534px"><a href="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/04/dub2.jpg"><img class="size-full wp-image-159" title="Burj Dubai 2" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/04/dub2.jpg" alt="Vista do alto do Burj Dubai" width="524" height="295" /></a><p class="wp-caption-text">Vista do alto do Burj Dubai</p></div>
<p>Já esta segunda foto também é real. Ela mostra outros arranha-céus de Dubai envoltos pela névoa ao amanhecer. A foto que o Dalcin recebeu é apenas a primeira de uma série de belíssimas imagens publicadas, ainda no ano de 2006, por um <a href="http://archibase.net/archinews/12156.html" target="_blank">site de arquitetura</a> e uma <a href="http://www.ochevidec.net/index.php/1497.html?id=1497" target="_blank">página russa de variedades</a>. Vale a pena clicar em um desses dois links para ver as fotos tiradas do topo do Burj Dubai (que ainda não era tão mais alto que os outros prédios).</p>
<div id="attachment_162" class="wp-caption aligncenter" style="width: 540px"><img class="size-full wp-image-162" title="dub4" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/04/dub4.jpg" alt="Dubai vista do alto, usando o Google Earth" width="530" height="324" /><p class="wp-caption-text">Dubai vista do alto, usando o Google Earth</p></div>
<p>Se você for ao Google Earth, acionar a visão de construções em 3D, posicionar a tela sobre o ponto onde está o Burj e mirar no horizonte, terá uma visão semelhante à foto, só que sem a neblina. <em>(<a href="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/04/dubai.kmz">Arquivo KMZ</a>)</em></p>
<p>Já a última foto do email recebido pelo Cristiano Dalcin, não tem mistério. Existe sim uma <strong>curvatura </strong>na imagem&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_160" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/04/dub3.jpg"><img class="size-full wp-image-160" title="dub3" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/04/dub3.jpg" alt="Topo do Burj Dubai fotografado com uma grande angular" width="480" height="319" /></a><p class="wp-caption-text">Topo do Burj Dubai fotografado com uma grande angular</p></div>
<p style="text-align: left;">&#8230; mas a tal curvatura no horizonte não está lá porque o prédio é tão alto que possibilita observar a redondice do nosso planeta. A curvatura é o simples efeito de uma lente grande angular, que permite uma foto com maior amplitude. O horizonte está curvado da mesma maneira que está curvada a praia e a plataforma perto dos pés do fotógrafo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uma ponte tão larga quanto longa</title>
		<link>http://www.bonato.cc/2009/ponte-o-connell/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 14:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Em dezembro de 2008 estive em Dublin, capital da Irlanda. Uma das coisas que fiz para conhecer a cidade melhor, foi me juntar a um &#8220;tour a pé&#8221;:  um bando de turistas com frio caminhando pelos principais pontos turísticos, com uma guia local.
Uma das coisas que a Srta. Avril disse e que mais me deixou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_126" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://www.newdublintours.com/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=4&amp;Itemid=6"><img class="size-full wp-image-126" title="europa-101" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/04/europa-101.jpg" alt="Avril, a guia" width="200" height="134" /></a><p class="wp-caption-text">Avril, a guia</p></div>
<p>Em dezembro de 2008 estive em Dublin, capital da Irlanda. Uma das coisas que fiz para conhecer a cidade melhor, foi me juntar a um &#8220;tour a pé&#8221;:  um bando de turistas com frio caminhando pelos principais pontos turísticos, com uma guia local.</p>
<p>Uma das coisas que a Srta. Avril disse e que mais me deixou curioso foi um detalhe sobre a <a title="Câmera ao vivo sobre a ponte" href="http://www.irishtimes.com/weather/cam.htm" target="_blank">ponte O&#8217;Connell</a>, que cruza o rio Liffey e que é uma das principais vias da cidade. Gabou-se Avril: &#8220;<em>Esta ponte é a única do mundo que tem mais comprimento do que extensão&#8221;</em>. Na hora realmente ela parecia estar certa. Com suas oito pistas de rolamento, e mais três largas calçadas de pedestres, a afirmação fazia sentido.</p>
<p>Mas vamos ao trabalho! Será que a srta. Avril estava mesmo certa?</p>
<p>Em termos de medição, o Google Earth mostra que ela deu uma informação correta:</p>
<div id="attachment_127" class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=o%27Connell+Bridge+dublin&amp;sll=46.660756,-119.061325&amp;sspn=1.787013,3.537598&amp;ie=UTF8&amp;ll=53.347317,-6.258956&amp;spn=0.001518,0.003455&amp;t=k&amp;z=18"><img class="size-full wp-image-127" title="oconnell" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/04/oconnell.jpg" alt="Ponte O'Connell, sobre o rio Liffey, em Dublin (imagem Google Earth)" width="520" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Dublin: ponte O</p></div>
<p>Mas e quanto à afirmação de que a ponte é a única do mundo com estas características?</p>
<p>Alguns <a href="http://www.lasr.net/travelarticles.php?O%27Connell+Bridge%2C+Dublin&amp;ID=1951" target="_blank">sites</a> (e até mesmo a <a title="Ponte O'Connell na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carlisle_Bridge" target="_blank">Wikipedia</a>) são menos ambiciosos e dizem que a O&#8217;Connell é a única <span style="text-decoration: underline;">da Europa</span> com comprimento maior que a extensão. Mas será mesmo? Vamos procurar&#8230;</p>
<p>Por onde começar? Quem sabe pela cidade que é famosa por suas pontes e canais: Amsterdam! E olha que não foi difícil por lá achar uma dúzia de pontes mais largas do que longas. Que tal esta?</p>
<div id="attachment_128" class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://maps.google.com/maps?ll=52.363273,4.8814091&amp;z=19&amp;t=h&amp;hl=pt-BR"><img class="size-full wp-image-128" title="amsterdam01" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/04/amsterdam01.jpg" alt="amsterdam01 Uma ponte tão larga quanto longa" width="520" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Amsterdam: cruzamento das ruas Leidseplein e Leidsekade</p></div>
<p style="text-align: left;">Ficou em dúvida? Então olha essa&#8230; (Não precisa nem usar a régua!)</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_129" class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://maps.google.com/maps?ll=52.367366,4.8896752&amp;z=18&amp;t=h&amp;hl=pt-BR"><img class="size-full wp-image-129" title="amsterdam02" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/04/amsterdam02.jpg" alt="Amsterdam: Koningsplein" width="520" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Amsterdam: Koningsplein</p></div>
<p style="text-align: left;">Mas o melhor vem agora. Será que pontes mais largas do que compridas são exclusividade da arquitetura europeia? Claro que não! Nem é preciso ir longe para encontrar uma assim. Até o Rio Grande do Sul tem. Basta dar uma olhada nos arredores da PUC aqui de Porto Alegre.</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_131" class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><img class="size-full wp-image-131" title="ipiranga" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/04/ipiranga.jpg" alt="Porto Alegre: Ipiranga com Cristiano Fischer" width="520" height="353" /><p class="wp-caption-text">Porto Alegre: Ipiranga com Cristiano Fischer</p></div>
<p>Portanto, eu tenho que dizer, Srta. Avril: <em>&#8220;Unfortunatelly, you were WRONG.&#8221;</em></p>
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		<title>Baleias das Ilhas Feroe</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 14:45:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[baleias]]></category>
		<category><![CDATA[caçada]]></category>
		<category><![CDATA[Denmark]]></category>
		<category><![CDATA[Dinamarca]]></category>
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		<category><![CDATA[matança]]></category>
		<category><![CDATA[whales]]></category>
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		<description><![CDATA[Caçada e matança de baleias e golfinhos nas Ilhas Feroe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_72" class="wp-caption alignright" style="width: 290px"><a href="http://www.bonato.cc/htmlpages/faroe.html"><img class="size-full wp-image-72" style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" title="faore" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/01/faore.jpg" alt="Matança de baleias na Ilhas Feroe" width="280" height="183" /></a><p class="wp-caption-text">Caça às baleias: veja aqui todas as imagens!</p></div>
<p>Esses tempos recebi um email que não deu para ignorar. Uma sucessão de fotos mostrando dezenas de homens chacinando golfinhos e baleias na beira de uma praia. Imagens fortes e abundantes. Sangue para todo o lado. <em>(<a title="Email sobre morte de baleias nas Ilhas Feroe" href="http://www.bonato.cc/htmlpages/faroe.html" target="_blank">Clique aqui para ver o email</a>)</em></p>
<p>O texto não era rico em explicações, mas também não economizava críticas ou adjetivos condenatórios: <em>&#8220;Pode parecer incrível, mas este costume continua ainda hoje, nas Ilhas Feroe (Dinamarca). Um país supostamente civilizado e membro da União Europeia.&#8221;</em></p>
<p>Nossa equipe ficou curiosa sobre os detalhes e a veracidade do evento e foi pesquisar (tudo online, como o <a title="Investigações na internet" href="http://www.bonato.cc/2008/novos-ares/" target="_blank"><strong>bonato.cc</strong> se propôs a fazer</a>).</p>
<p>Embora o endereço da marca d&#8217;água das fotos levasse <a title="Lail Alsahara" href="http://www.lail-alsahara.com/" target="_blank">a um site árabe de baboseiras</a>, a profusão de imagens deixava claro que não se tratava de uma montagem. <strong>A caça de baleias (e alguns golfinhos) nas Ilhas Feroe acontece mesmo, todos os anos</strong>. Eles têm até um <a href="http://www.whaling.fo/" target="_blank">site oficial</a>.</p>
<div id="attachment_80" class="wp-caption alignright" style="width: 252px"><a href="http://www.seashepherd.org/whales/danish-faeroe-islands.html"><img class="size-full wp-image-80" title="whales_world_faeroe_island_5" src="http://www.bonato.cc/wp-content/uploads/2009/01/whales_world_faeroe_island_5.jpg" alt="whales world faeroe island 5 Baleias das Ilhas Feroe" width="242" height="172" /></a><p class="wp-caption-text">Baleia piloto</p></div>
<p>O arquipélago das Ilhas Feroe tem 17 ilhas habitadas por meras 47 mil pessoas, e fica no meio do caminho entre a Inglaterra e a Islândia. O email traz uma informação distorcida: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilhas_Faroe" target="_blank">Feroe</a> é oficialmente parte da Dinamarca, mas é território autônomo e nunca aderiu à União Europeia. Há inclusive um movimento que busca a total independência. Dessa forma, ficaria difícil para a UE aplicar uma eventual punição à matança das baleias.</p>
<p>Mas por que diabos eles fazem isso? É tradição há pelo menos 500 anos. Participar do evento, matando as baleias piloto com a faca em punho é considerado um rito de passagem para os meninos das ilhas. Também é uma maneira usual de garantir a alimentação da população local.  A carne é distribuída gratuitamente entre os participantes, e qualquer um pode ajudar. Anualmente são caçadas em média 950 baleias piloto.</p>
<p>A técnica não é muito complexa. Quando um grupo de animais surge perto da ilha, elas são cercadas por barcos e encurraladas em uma baía. Algumas baleias encalham na areia. Outras são puxadas para lá por ganchos e cabos de aço.</p>
<p><object width="560" height="345" data="http://www.youtube.com/v/c1lBVi6q8EI&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/c1lBVi6q8EI&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>O vídeo acima tem imagem &#8220;ao vivo&#8221;, além das fotos. Os próprios pescadores admitem que não é uma cena bonita, mas se defendem:</p>
<blockquote><p>A caça das baleias piloto, por natureza, é uma visão dramática e sangrenta. Grupos de animais são mortos na costa e nas praias com facas que são usadas para cortar o suprimento de sangue para o cérebro. Esta é a maneira mais eficiente e humana de matar as baleias, dadas as circunstâncias, mas isso resulta em muito sangue na água. É compreensível que tenha havido em outros países reações fortes à cobertura da mídia e às fotos, especialmente em comunidades urbanas, onde a maior parte das pessoas nunca testemunhou os procedimentos de abate utilizados na produção de qualquer carne.</p></blockquote>
<p>A caçada cruel tem sido alvo de críticas especialmente de ONGs ambientalistas como o <a href="http://www.seashepherd.org/whales/danish-faeroe-islands.html" target="_blank">Sea Sheperd</a>. Quem quiser ajudar nos protestos pode inclusive participar de abaixo assinado online, pedindo o fim da matança.</p>
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