Seguíamos de carro, a pequena e eu, por uma estrada rumo ao interior, numa tarde ensolarada de domingo. De repente, um cheiro estranho envolve o ambiente. Não, eu não fiz nada. Muito menos ela, claro! O cheiro vinha de fora, do capim à beira da rodovia.
“Viu? É o cheiro de zorrilho”, disse minha namorada.
Nunca ouvi falar de zorrilho em minha vida. Ou melhor… Nunca tinha ouvido falar de um bicho desses até pouco tempo atrás. A patroa insistia que determinado odor desagradável, sentido ao ar livre, era provocado por esse tal bicho.
O teimoso aqui achou que era lenda. Como a nhonha que se “caça” nos retiros da igreja (este um assunto para outro post, com certeza). Fui pesquisar, claro. E tenho que dar o braço a torcer: esse tal zorrilho existe mesmo.
Resumindo: trata-se de um gambá. O nome científico é Conepatus chinga. Pode ser também chamado de jaritataca ou canganbá (embora algumas fontes digam que estas já seriam espécies diferentes).
E o cheiro? Hummm… O zorrilho tem uma poderosa glândula anal que produz um líquido fedorento, usado para defesa.
Zorrillo também é uma palavra em espanhol que signigica… zorrilho! Também é sinônimo para gambá, ou para pessoa malcheirosa ou ainda, no Chile, para veículo policial capaz de lançar gás lacrimongêneo.
El Zorrillo também é o nome de inúmeras cidadezinhas no México.
Em resumo: todo mundo conhece zorrilho, menos eu.
