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Favelas no mapa

Brasil
favelasrj Favelas no mapa

Favela Comunidade Ricardinho está no mapa!

Não sei como funciona o processo que coloca cidades inteiras, nomes de ruas e bairros no Google Maps. Só sei que o sistema não está favorecendo muito o lado “maravilhoso”  do Rio de Janeiro.

A imagem acima é o que se vê quando o Rio é visualizado pelo serviço de mapas do Google, com um zoom médio.

E vamos à contagem:

  • Favela Fazenda do Coqueiro
  • Favela R. Iguaçu
  • Favela de Ramos ou Ruth Ferreira
  • Favela Parque Rubens Vaz
  • Favela Rer. Saudoso
  • Favela Teixeira Bastos
  • Favela Morro do Fubá
  • Favela Vila Sapé
  • Favela Caminho do Marinho
  • Favela do Rio Morto
  • Favela Vila dos Crentes
  • Favela Vila Nova
  • Favela Comunidade Ricardinho
  • Favela R. Modesto Brocos
  • Favela Dona Marta
  • TOTAL: 15 favelas
  • Realengo
  • Padre Miguel
  • Campo dos Afonsos
  • Barra da Tijuca
  • Gávea
  • Vidigal
  • Itanhangá
  • Ipanema
  • TOTAL: 8 bairros/regiões

Que chinelagem, hein? 15 a 8 para as favelas no placar do Google! E olha que separei apenas um trechinho de 500 pixels de largura. O mapeamento favelário é muito mais extenso.

Mas… Cadê as favelas famosas? Aquelas que estamos acostumados a ouvir falar no Jornal Nacional: Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Complexo do Alemão. Tinham todas que aparecer nesse mesmo mapa, mas o Google ignorou.

É o que dá automatizar tudo nesse mundo: além de escancarar que o Rio de Janeiro parece ter muito mais favelas do que “bairros” propriamente ditos, o sistema deixa de exaltar os pontos mais gloriosos da pacata capital fluminense.

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TPM não é desculpa para bater no colega

Gente

Quem me conhece pessoalmente já deve ter percebido que a minha primeira reação à maioria das histórias que ouço é duvidar. Eu duvido com facilidade de qualquer história mal contada e, especialmente, de fonte sem autoridade no assunto.

Pois esses dias ouvi de uma mulher, no trabalho: “Eu estou na TPM! E se eu tivesse batido naquele colega que estava me irritando, nem poderia ser demitida já que agora a legislação trabalhista não autoriza punições a mulheres na TPM.”

Duvidei que a legislação trabalhista incluísse algo assim. Nem agora nem nunca.

A pesquisa foi árdua e confesso que não encontrei nenhuma fonte que afirmasse categoricamente que a CLT não dá guarida a mulheres ouriçadas pela iminência do vazamento do endométrio uterino. Mesmo assim, estou colocando minha mão no fogo para afirmar: a minha colega estava errada e se tivesse batido no companheiro de firma estaria, sim, perigando ir pra rua.

Pesquisei de tudo quanto é jeito e não achei nenhuma referência a qualquer lei desse gênero. Nem a legislação federal arquivada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, nem o próprio texto da Consolidação das Leis do Trabalho fazem qualquer menção à TPM.

Agora… Encontrei algumas informações interessantes sobre a tal tensão:

  • Só no estado de São Paulo, são 7 mil policiais civis femininas na ativa. Se a mulher passa de 5 a 7 dias por mês em TPM (16% a 25% do tempo), já imaginaram o risco que é ter 1750 mulheres armadas e irritadas andando pelas ruas?
  • Há juristas que utilizam a TPM como argumento para tentar diminuir a pena de mulheres que cometem crimes como assassinatos. Só não consegui descobrir se isso já colou em algum tribunal brasileiro.
  • Embora a TPM não esteja nas leis trabalhistas, em 2003 uma deputada deferal do PT de São Paulo tentou garantir por lei o tratamento deste distúrbio na rede hospitalar brasileira. Não vingou. O projeto foi arquivado.

Se alguém tiver alguma informação que contradiga a minha não-descoberta, por favor deixe um comentário.

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